Estamos entrando no período mais crítico do ano. Estamos no primeiro mês do ano astrológico, Nissan, Áries.
Nos primeiros 3 meses da roda astrológica (Nissan, Yiar e Sivan), temos a oportunidade de nos libertarmos de tudo aquilo que nos "escraviza", nos "limita". Especialmente, aquilo que está no nosso interior.
São meses propícios para a contração, o esvaziamento.
Apesar de Nissan possuir a energia expansiva de Áries, é nele que temos a oportunidade de "sair do Egito", ou seja, sair do mundo limitado. Para que esta saída seja possível, não podemos "enrolar". Devemos sair rápido, deixando tudo para trás. Vamos partir para o deserto e não podemos deixar o Faraó (nosso ego) nos alcançar. Não dá tempo de deixar o "pão fermentar", ou seja, largamos todas as nossas questões para trás, sem deixá-las crescer a ponto de ocupar um espaço relevante em nossa consciência.
Este momento de saída é Pessach que, neste ano, ocorre na noite do dia 29/03. O ritual é bastante complexo, porém, dizem os cabalistas, que basta vc se reunir com alguém na noite de pessach, com o intuito de se libertar, de se conectar à energia de libertação, que vc irá usufruir dela.
Preparamos a casa para receber Pessach, limpando a casa e espalhando o hametz (10 pedaços de pão que absorverão o "fermento" da casa).
Também ficaremos os próximos 10 dias sem comer fermento.
Logo após Pessach, temos o Sefirat HaOmer, a Contagem do Omer. São 49 dias de contração, reavaliação da nossa vida, sob a luz dos atributos das 7 Sefirot do emocional.
Dentro do Omer, temos dois momentos muito luminosos: Lag BaOmer (a Hilulá de Shimon Bar Yochai) e Shavuot. Em ambos dias, fazemos uma vigília. Lag BaOmer ocorre no 33o. dia do Omer e Shavuot, no 50o. dia marcando seu encerramento.
Aproveite este período para reavaliar a sua existência. Analise os motivos da sua negatividade. Peça para que a Luz te mostre o que deve ser trabalhado e não perca tempo: jogue fora o lixo existencial!
sábado, 27 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Tehilim - Os Salmos
A principal ferramenta de trabalho do cabalista são as letras hebraicas. A partir delas, formou-se o Universo e é com elas que podemos transmutar a realidade.
As letras podem ser usadas isoladamente ou em grupos. Estes grupos formam nomes, que podem ter um significado intelectual ou não. Em geral, este significado é absolutamente secundário. O que importa é a energia criada pela combinação das letras. Elas são chaves de acesso a estas energias. Por este motivo, não importa se o usuário conhece o idioma hebraico, mesmo que ele não tenha noção do que está lendo, falando ou escrevendo, ele acessará esta energia. É mais um daqueles casos em que temos que ultrapassar a dimensão do lógico, do intelectual, para podermos acessar nossas dimensões superiores.
Tudo o que somos e o que fazemos no Mundo Físico recebe 3 "roupagens": o pensamento, a fala e a ação. Cada uma destas roupagens tem uma força e todas elas são necessárias para que algo se materialize nesta dimensão em que estamos (Malchut). Assim, tudo o que pensamos, falamos e executamos vira realidade. A força e amplitude que este novo ser criado atingirá, depende da energia emocional que colocamos ao criar este novo ser.
Portanto, dentro das práticas cabalistas estão sempre incluídas estas 3 coisas. Muitas vezes, esta ação é o acender uma vela, um incenso. A principal, dentro das linhas mais místicas da cabalá é a escrita. Desenhamos Nomes Sagrados, letras.
Ao desenhar uma letra (especialmente se primeiro nós a contemplamos mentalmente, depois a vocalizamos e depois a escrevemos), criamos um "ser" com aquela energia. Aquele ser continuará influenciando o ambiente a sua volta. Isto se chama "ressonância mórfica" e existe em diversas culturas. Por exemplo, é uma prática comum do Extremo Oriente colocar ideogramas em determinados locais. A simples presença daquele "ser", muda os fluxos energéticos ali existentes. O mesmo é feito com as letras hebraicas. Sozinhas, ou combinadas, elas estão vivas e influenciando aquilo que está ao seu redor.
A partir destes princípios surgiram, dentro da Cabalah, algumas combinações muito poderosas, que são usadas em forma de oração. A principal é o Sêfer HaTorah.
A Torah é o Universo. Ela é a estrutura do Universo materializada. Possuir um pergaminho da Torah em sua casa é algo extremamente luminoso. Lê-lo, olhá-lo, deixá-lo vibrando no ambiente durante algum tempo é fundamental. Por isso, em determinados rituais cabalistas, abrimos e erguemos o Sêfer HaTorah e o visualizamos através das franjas do talit. A Torah também deve ser estudada todas as semanas. Ela deve ser entendida em todas as suas formas: Pshat (significado literal), Remez (entender a metáfora, a lição ali existente), Drash (entender os códigos, através de guematria ou de elucidações existentes em comentários externos, como o Midrash, o Zohar, livros de profetas e comentários de cabalistas) e Sod (segredos místicos, a revelação que se dá pela energia das letras da Torah, o nível muito além do intelectual e do emocional). Quando praticamos estes 5 níveis de entendimento da Torah, atingimos o PRDS, ou PaRDeS, o tal do Paraíso.
Outro livro muito importante nos foi deixado por aquele que melhor soube utilizar as letras e suas combinações: David HaMelech (o Rei David). O famoso episódio de David e Golias narra como ele vence um gigante com uma pedra. Quando os textos nos falam de "pedras", normalmente estão se referindo às letras. Yacov deitou sua cabeça em pedras no monte Moriah e, a partir daí, lutou contra o anjo Peniel e se superou, tornando-se Israel. David também utilizou pedras na atiradeira (combinou-as de forma a uni-las fortemente) e destruiu Golias ao neutralizar sua cabeça, sua fonte. A partir desse evento, o rumo de sua vida mudou, abrindo o caminho para os eventos que o levaram a tornar-se rei de Israel.
Este grande compêndio de combinações de letras, de "pedras para matar gigantes", é o Livro dos Salmos. Obviamente, trata-se da versão hebraica, casher, sem acentuação. É uma grande arma. No entanto, considera-se que fazem efeito as traduções também, já que os idiomas são formados por letras hebraicas (elas são a estrutura da realidade). Os salmos devem ser lidos e recitados. Podemos escolher frases que nos interessam e repeti-las como canções, como mantras. Algumas são clássicas, repetidas há milênios em forma de canção. A leitura do salmo pessoal (sua idade +1), também é muito eficaz para o autoconhecimento.
No Chabad podemos encontrar os salmos hebraicos em português, ou na versão transliterada.
Algumas canções clássicas que são frases dos salmos:
"Hine Ma Tov Umanayim Shevet Achim Gam Yachad" - Como é bom e agradável viverem irmãos juntos em harmonia (Salmo 133)
"Kol HaNeshamah Tehal-El Yah, Halelu-Yah" - Que todos os seres vivos louvem ao Eterno! Louvado seja o Eterno! Haleluiá! (Salmo 150)
"Hodu L'Adonai Ki Tov Ki Leolam Chasdoh" - Agradecei ao Eterno, porque Ele é bom e eterna é Sua misericórdia. (Salmo 118)
"Adonai Sefatai Tiftach Ufi Yaguid Tehilêha" - Adonai, abre os meus lábios e a minha boca proferirá o Teu louvor. (Salmo 51)
"Shiviti Adonai Lenegdi Tamid" - Tenho posto ao Eterno diante dos meus olhos (ou diante de mim, ou à minha frente). (Salmo 16)
Compreendendo ou não o texto, é uma boa prática começar a incluir os Tehilim (salmos) em suas orações e meditações diárias.
Sempre que houver problemas no mundo, perto ou longe de você, recite salmos em nome daqueles que precisam de Luz.
As letras podem ser usadas isoladamente ou em grupos. Estes grupos formam nomes, que podem ter um significado intelectual ou não. Em geral, este significado é absolutamente secundário. O que importa é a energia criada pela combinação das letras. Elas são chaves de acesso a estas energias. Por este motivo, não importa se o usuário conhece o idioma hebraico, mesmo que ele não tenha noção do que está lendo, falando ou escrevendo, ele acessará esta energia. É mais um daqueles casos em que temos que ultrapassar a dimensão do lógico, do intelectual, para podermos acessar nossas dimensões superiores.
Tudo o que somos e o que fazemos no Mundo Físico recebe 3 "roupagens": o pensamento, a fala e a ação. Cada uma destas roupagens tem uma força e todas elas são necessárias para que algo se materialize nesta dimensão em que estamos (Malchut). Assim, tudo o que pensamos, falamos e executamos vira realidade. A força e amplitude que este novo ser criado atingirá, depende da energia emocional que colocamos ao criar este novo ser.
Portanto, dentro das práticas cabalistas estão sempre incluídas estas 3 coisas. Muitas vezes, esta ação é o acender uma vela, um incenso. A principal, dentro das linhas mais místicas da cabalá é a escrita. Desenhamos Nomes Sagrados, letras.
Ao desenhar uma letra (especialmente se primeiro nós a contemplamos mentalmente, depois a vocalizamos e depois a escrevemos), criamos um "ser" com aquela energia. Aquele ser continuará influenciando o ambiente a sua volta. Isto se chama "ressonância mórfica" e existe em diversas culturas. Por exemplo, é uma prática comum do Extremo Oriente colocar ideogramas em determinados locais. A simples presença daquele "ser", muda os fluxos energéticos ali existentes. O mesmo é feito com as letras hebraicas. Sozinhas, ou combinadas, elas estão vivas e influenciando aquilo que está ao seu redor.
A partir destes princípios surgiram, dentro da Cabalah, algumas combinações muito poderosas, que são usadas em forma de oração. A principal é o Sêfer HaTorah.
A Torah é o Universo. Ela é a estrutura do Universo materializada. Possuir um pergaminho da Torah em sua casa é algo extremamente luminoso. Lê-lo, olhá-lo, deixá-lo vibrando no ambiente durante algum tempo é fundamental. Por isso, em determinados rituais cabalistas, abrimos e erguemos o Sêfer HaTorah e o visualizamos através das franjas do talit. A Torah também deve ser estudada todas as semanas. Ela deve ser entendida em todas as suas formas: Pshat (significado literal), Remez (entender a metáfora, a lição ali existente), Drash (entender os códigos, através de guematria ou de elucidações existentes em comentários externos, como o Midrash, o Zohar, livros de profetas e comentários de cabalistas) e Sod (segredos místicos, a revelação que se dá pela energia das letras da Torah, o nível muito além do intelectual e do emocional). Quando praticamos estes 5 níveis de entendimento da Torah, atingimos o PRDS, ou PaRDeS, o tal do Paraíso.
Outro livro muito importante nos foi deixado por aquele que melhor soube utilizar as letras e suas combinações: David HaMelech (o Rei David). O famoso episódio de David e Golias narra como ele vence um gigante com uma pedra. Quando os textos nos falam de "pedras", normalmente estão se referindo às letras. Yacov deitou sua cabeça em pedras no monte Moriah e, a partir daí, lutou contra o anjo Peniel e se superou, tornando-se Israel. David também utilizou pedras na atiradeira (combinou-as de forma a uni-las fortemente) e destruiu Golias ao neutralizar sua cabeça, sua fonte. A partir desse evento, o rumo de sua vida mudou, abrindo o caminho para os eventos que o levaram a tornar-se rei de Israel.
Este grande compêndio de combinações de letras, de "pedras para matar gigantes", é o Livro dos Salmos. Obviamente, trata-se da versão hebraica, casher, sem acentuação. É uma grande arma. No entanto, considera-se que fazem efeito as traduções também, já que os idiomas são formados por letras hebraicas (elas são a estrutura da realidade). Os salmos devem ser lidos e recitados. Podemos escolher frases que nos interessam e repeti-las como canções, como mantras. Algumas são clássicas, repetidas há milênios em forma de canção. A leitura do salmo pessoal (sua idade +1), também é muito eficaz para o autoconhecimento.
No Chabad podemos encontrar os salmos hebraicos em português, ou na versão transliterada.
Algumas canções clássicas que são frases dos salmos:
"Hine Ma Tov Umanayim Shevet Achim Gam Yachad" - Como é bom e agradável viverem irmãos juntos em harmonia (Salmo 133)
"Kol HaNeshamah Tehal-El Yah, Halelu-Yah" - Que todos os seres vivos louvem ao Eterno! Louvado seja o Eterno! Haleluiá! (Salmo 150)
"Hodu L'Adonai Ki Tov Ki Leolam Chasdoh" - Agradecei ao Eterno, porque Ele é bom e eterna é Sua misericórdia. (Salmo 118)
"Adonai Sefatai Tiftach Ufi Yaguid Tehilêha" - Adonai, abre os meus lábios e a minha boca proferirá o Teu louvor. (Salmo 51)
"Shiviti Adonai Lenegdi Tamid" - Tenho posto ao Eterno diante dos meus olhos (ou diante de mim, ou à minha frente). (Salmo 16)
Compreendendo ou não o texto, é uma boa prática começar a incluir os Tehilim (salmos) em suas orações e meditações diárias.
Sempre que houver problemas no mundo, perto ou longe de você, recite salmos em nome daqueles que precisam de Luz.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Purim
Celebrado em 14 de Adar (Lua Cheia de Peixes), Purim é uma das fendas energéticas que eu mais gosto. Provavelmente por ser muito lúdico, com a questão das fantasias, dos doces, das pegadinhas (tipo primeiro de Abril) e da necessidade de se gerar alegria (atributo de Binah).
Purim significa "sortes" e a história que ilustra a energia presente nesse dia é a da Rainha Esther. Através de sua ação e de sua confiança de que, na verdade, não existe sorte, de que há sentido em tudo o que ocorre, ela consegue reverter uma situação aparentemente irreversível.
A energia, portanto, é a de milagre: ir contra o provável, ir contra o esperado, quebra do robótico do mundo físico.
São hábitos de Purim fazer uma festinha, usar fantasias (máscaras principalmente), comer um doce que se chama Orelhas de Haman e ficar um pouquinho alegrinho pelo álcool.
O ritual é basicamente a leitura pública do Livro de Esther. Ao final repetimos: "Maldito seja Haman, Bendito seja Mordechai; maldita seja Zeresh, bendita seja Esther; malditos sejam os malvados, benditos sejam os Justos."
Um fato interessante do Livro de Esther (Meguilat Esther) é que o Nome de D-us não é mencionado uma vez sequer. A existência de D-us não é citada nesta história. O significado disto também explica as tradições "maluquinhas" deste dia: Temos de superar a lógica, o nosso intelecto, para podermos acessar essa energia de milagre. Somente quando sabemos em nosso coração, sem a necessidade de entender, que D-us está em tudo, em todos os eventos, por mais esdrúxulos que sejam, é que atingimos a acoplagem com o Eterno, nos iluminamos e, consequentemente, "operamos milagres".
A questão do álcool simboliza isto, pois quando estamos sob efeito de determinadas substâncias, nosso intelecto perde domínio sobre o restante de nós. No entanto, é apenas um símbolo. Não faz parte das práticas cabalistas o uso de substâncias que alterem nosso estado de consciência. Os cabalistas buscam esta mudança de consciência através da meditação e dos rituais.
Celebramos Purim este ano no dia 27/02, a partir das 18hs.
O ritual segundo a minha tradição:
De preferëncia, reúna um grupo ou a sua família. Mas, pode ser feito sozinho também.
1) Acenda duas velas de Yom Kadosh (recite a benção: Baruch Atah Adonai, Eloheinu Melech HaOlam, Asher Kideshanu Bemitzvotav VeTzivanu, Lehadlic Ner Shel Yom Kadosh e acenda a vela da direita e depois a da esquerda);
2) Leia em voz alta a Meguilat Esther e, toda vez que o nome Haman for citado, as pessoas devem fazer muito barulho de forma a evitar que seja ouvido o nome;
3) Festeje, com música, brincadeiras, um pouco de álcool e coma as Orelhinhas de Haman.
Durante o dia seguinte, dia 28/02, deve-se ler a Meguilat em voz alta novamente. Também deve-se doar para 2 pessoas carentes, pelo menos, ao longo do dia. E é hábito dar comidinhas para seus vizinhos e amigos.
Há uma versão online da Meguilat Esther aqui: http://www.chabad.org.br/datas/purim/historia/pur01.html
Purim Sameach para todos nós! Que sejamos todos muito iluminados neste dia!!! Mazal Tov!
Purim significa "sortes" e a história que ilustra a energia presente nesse dia é a da Rainha Esther. Através de sua ação e de sua confiança de que, na verdade, não existe sorte, de que há sentido em tudo o que ocorre, ela consegue reverter uma situação aparentemente irreversível.
A energia, portanto, é a de milagre: ir contra o provável, ir contra o esperado, quebra do robótico do mundo físico.
São hábitos de Purim fazer uma festinha, usar fantasias (máscaras principalmente), comer um doce que se chama Orelhas de Haman e ficar um pouquinho alegrinho pelo álcool.
O ritual é basicamente a leitura pública do Livro de Esther. Ao final repetimos: "Maldito seja Haman, Bendito seja Mordechai; maldita seja Zeresh, bendita seja Esther; malditos sejam os malvados, benditos sejam os Justos."
Um fato interessante do Livro de Esther (Meguilat Esther) é que o Nome de D-us não é mencionado uma vez sequer. A existência de D-us não é citada nesta história. O significado disto também explica as tradições "maluquinhas" deste dia: Temos de superar a lógica, o nosso intelecto, para podermos acessar essa energia de milagre. Somente quando sabemos em nosso coração, sem a necessidade de entender, que D-us está em tudo, em todos os eventos, por mais esdrúxulos que sejam, é que atingimos a acoplagem com o Eterno, nos iluminamos e, consequentemente, "operamos milagres".
A questão do álcool simboliza isto, pois quando estamos sob efeito de determinadas substâncias, nosso intelecto perde domínio sobre o restante de nós. No entanto, é apenas um símbolo. Não faz parte das práticas cabalistas o uso de substâncias que alterem nosso estado de consciência. Os cabalistas buscam esta mudança de consciência através da meditação e dos rituais.
Celebramos Purim este ano no dia 27/02, a partir das 18hs.
O ritual segundo a minha tradição:
De preferëncia, reúna um grupo ou a sua família. Mas, pode ser feito sozinho também.
1) Acenda duas velas de Yom Kadosh (recite a benção: Baruch Atah Adonai, Eloheinu Melech HaOlam, Asher Kideshanu Bemitzvotav VeTzivanu, Lehadlic Ner Shel Yom Kadosh e acenda a vela da direita e depois a da esquerda);
2) Leia em voz alta a Meguilat Esther e, toda vez que o nome Haman for citado, as pessoas devem fazer muito barulho de forma a evitar que seja ouvido o nome;
3) Festeje, com música, brincadeiras, um pouco de álcool e coma as Orelhinhas de Haman.
Durante o dia seguinte, dia 28/02, deve-se ler a Meguilat em voz alta novamente. Também deve-se doar para 2 pessoas carentes, pelo menos, ao longo do dia. E é hábito dar comidinhas para seus vizinhos e amigos.
Há uma versão online da Meguilat Esther aqui: http://www.chabad.org.br/datas/purim/historia/pur01.html
Purim Sameach para todos nós! Que sejamos todos muito iluminados neste dia!!! Mazal Tov!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O sexo como forma de elevação da realidade
Estamos na parashah de Terumah, que contém uma grande energia de iluminação do plano afetivo, especialmente, do encontro dos casais.
Para a Cabalah, o sexo é um "mandamento", ou seja, uma missão. O sentido da relação íntima dos casais, assim como em outras tradições, é a elevação da consciência. Os cabalistas creem que através de uma relação "apropriada", ou seja, feita com a consciência pura, os seres humanos construirão uma nova realidade para todo o Universo (todos os demais reinos).
Transcrevo um comentário sobre a passagem do Zohar de hoje, feita por Zion Nefesh, autor do Daily Zohar:
"[a letra]Vav é o aspecto de Zeir Anpin que traz a Luz de Chochmah e Binah para o mundo. O Zohar a descreve como a Fonte da Vida.
O órgão reprodutivo masculino é uma ferramenta física para trazer luz a Malchut. O uso desta ferramenta deve ser feito com a consciência de apreciar este poder de trazer a luz, criar vida e atrair bençãos para a unificação de homem e mulher, Zeir Anpin e Malchut, Luz e Receptáculo.
O uso deste órgão é corrompido pela consciência imprópria e, ao trazer luz sem um receptáculo, cria-se negatividade na vida da pessoa e de sua família.
Quanto mais alto o estado espiritual de uma pessoa, mais luz ela pode atrair e ela tem a responsabilidade de realizar uma conexão apropriada com uma consciência superior para manifestar maior luz em sua vida e na daqueles a sua volta.
Quando este canal é corrompido, a Fonte da Vida seca. A conexão física pode existir, porém as bençãos não virão."
Disponível em: http://dailyzohar.com/?p=1541
Para a Cabalah, o sexo é um "mandamento", ou seja, uma missão. O sentido da relação íntima dos casais, assim como em outras tradições, é a elevação da consciência. Os cabalistas creem que através de uma relação "apropriada", ou seja, feita com a consciência pura, os seres humanos construirão uma nova realidade para todo o Universo (todos os demais reinos).
Transcrevo um comentário sobre a passagem do Zohar de hoje, feita por Zion Nefesh, autor do Daily Zohar:
"[a letra]Vav é o aspecto de Zeir Anpin que traz a Luz de Chochmah e Binah para o mundo. O Zohar a descreve como a Fonte da Vida.
O órgão reprodutivo masculino é uma ferramenta física para trazer luz a Malchut. O uso desta ferramenta deve ser feito com a consciência de apreciar este poder de trazer a luz, criar vida e atrair bençãos para a unificação de homem e mulher, Zeir Anpin e Malchut, Luz e Receptáculo.
O uso deste órgão é corrompido pela consciência imprópria e, ao trazer luz sem um receptáculo, cria-se negatividade na vida da pessoa e de sua família.
Quanto mais alto o estado espiritual de uma pessoa, mais luz ela pode atrair e ela tem a responsabilidade de realizar uma conexão apropriada com uma consciência superior para manifestar maior luz em sua vida e na daqueles a sua volta.
Quando este canal é corrompido, a Fonte da Vida seca. A conexão física pode existir, porém as bençãos não virão."
Disponível em: http://dailyzohar.com/?p=1541
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Tu B'Shevat
O dia 15 de Shevat é também conhecido como o "Ano Novo das Árvores". É na lua cheia de Aquário que o Reino Vegetal recebe seu grande influxo de Luz.
O Reino Vegetal, na Cabalah, tem intrínseca relação com nossa dimensão emocional, ou seja, as sete sefirot: Yessod, Hod, Netzach, Tiferet, Guevurah e Chessed.
As árvores remetem também à Árvore da Vida e, portanto, toda a nossa Árvore da Vida recebe Luz nesse dia.
O Reino Vegetal, em especial as árvores, tem a capacidade de sair das trevas em direção à Luz. Eles também transmutam os dejetos em alimento, ou seja, naturalmente realizam o tikun da Criação. Devemos olhar para eles como exemplo da nossa missão também, que é transformar Trevas em Luz.
A primeira função do Reino Vegetal, ao ser criado, foi servir de alimento para os demais seres de Malchut.
Este ano, Tu B'Shevat será no dia 30/01. Portanto, realiza-se o ritual no dia 29/01 a partir das 18hs (19hs para aqueles que estão em horário de verão). Coincidirá com o Shabat Beshalach, que tem a energia de "abertura do mar vermelho" (utilização dos 72 Sopros de Elohim para colocar ordem nos pilares da esquerda e direita), portanto, será duplamente luminoso.
Realizamos o ritual de Tu B'Shevat justamente para iluminarmos nosso emocional.
Para que possamos "festejar" este momento luminoso juntamente com o reino vegetal, realizamos algumas ações.
Na noite de Tu B'Shevat (ou seja, no início do dia), fazemos uma ceia festiva contendo estes vegetais:
- Cevada;
- Trigo;
- Oliva;
- Romã;
- Uva;
- Figo;
- Tâmara.
Claro que podem ser incluídos quantos frutos se desejar. Mas estes são representativos das Sefirot. Para os cabalistas, ao consumirmos estes alimentos, liberamos a luz que está contida neles para que ela se eleve e ilumine o restante do ano. Quanto mais vegetais no seder de Tu B'Shevat, melhor.
Também é um lindo hábito de Tu B'Shevat plantarmos uma muda de árvore. Claro que vale plantar qualquer muda de plantinha!
Se você já pratica seus rituais cabalistas, como o sagrado Shabat, pode também nesse dia, antes da ceia, acender velas de yom kadosh e ler o salmo 104. O Salmo 150 é bom também para essa ocasião. Assim como todos os salmos de que você goste. Sempre na versão hebraica, que é a original. (Acenda as velas de Yom Kadosh *antes* das de Shabat!!!)
Os cabalistas de Sfat realizam um Seder (jantar) semelhante ao de Pessach. Se houver próximo a você um Kabbalah Centre, procure-os e desfrute desse interessantíssimo ritual.
As demais tradições cabalistas realizam rituais mais singelos, porém, muito luminosos.
Mazal Tov para todos nós e especialmente, para o Reino Vegetal!!!
O Reino Vegetal, na Cabalah, tem intrínseca relação com nossa dimensão emocional, ou seja, as sete sefirot: Yessod, Hod, Netzach, Tiferet, Guevurah e Chessed.
As árvores remetem também à Árvore da Vida e, portanto, toda a nossa Árvore da Vida recebe Luz nesse dia.
O Reino Vegetal, em especial as árvores, tem a capacidade de sair das trevas em direção à Luz. Eles também transmutam os dejetos em alimento, ou seja, naturalmente realizam o tikun da Criação. Devemos olhar para eles como exemplo da nossa missão também, que é transformar Trevas em Luz.
A primeira função do Reino Vegetal, ao ser criado, foi servir de alimento para os demais seres de Malchut.
Este ano, Tu B'Shevat será no dia 30/01. Portanto, realiza-se o ritual no dia 29/01 a partir das 18hs (19hs para aqueles que estão em horário de verão). Coincidirá com o Shabat Beshalach, que tem a energia de "abertura do mar vermelho" (utilização dos 72 Sopros de Elohim para colocar ordem nos pilares da esquerda e direita), portanto, será duplamente luminoso.
Realizamos o ritual de Tu B'Shevat justamente para iluminarmos nosso emocional.
Para que possamos "festejar" este momento luminoso juntamente com o reino vegetal, realizamos algumas ações.
Na noite de Tu B'Shevat (ou seja, no início do dia), fazemos uma ceia festiva contendo estes vegetais:
- Cevada;
- Trigo;
- Oliva;
- Romã;
- Uva;
- Figo;
- Tâmara.
Claro que podem ser incluídos quantos frutos se desejar. Mas estes são representativos das Sefirot. Para os cabalistas, ao consumirmos estes alimentos, liberamos a luz que está contida neles para que ela se eleve e ilumine o restante do ano. Quanto mais vegetais no seder de Tu B'Shevat, melhor.
Também é um lindo hábito de Tu B'Shevat plantarmos uma muda de árvore. Claro que vale plantar qualquer muda de plantinha!
Se você já pratica seus rituais cabalistas, como o sagrado Shabat, pode também nesse dia, antes da ceia, acender velas de yom kadosh e ler o salmo 104. O Salmo 150 é bom também para essa ocasião. Assim como todos os salmos de que você goste. Sempre na versão hebraica, que é a original. (Acenda as velas de Yom Kadosh *antes* das de Shabat!!!)
Os cabalistas de Sfat realizam um Seder (jantar) semelhante ao de Pessach. Se houver próximo a você um Kabbalah Centre, procure-os e desfrute desse interessantíssimo ritual.
As demais tradições cabalistas realizam rituais mais singelos, porém, muito luminosos.
Mazal Tov para todos nós e especialmente, para o Reino Vegetal!!!
domingo, 17 de janeiro de 2010
Momentos para Compartilhar
Quando ocorrem as grandes catástrofes, só há uma ação possível: dar. Seja estando fisicamente no local da tragédia, seja através das organizações de ajuda humanitária, o importante nessas horas é compartilhar.
É o único movimento que o Universo espera de nós.
E devemos sempre doar o quanto pudermos, não é importante a quantia e, sim, a quantidade de vezes que doamos.
Nunca pense que o que vc pode fazer é pouco. Pode ser que seja tudo o que falta.
Para realizar doações para o Haiti:
Amma
(doação com cartão de crédito e garantia de seriedade)
https://www.amma.org/donationsapp/donationInit.do
Embaixada do Haiti no Brasil
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
Conta Corrente: 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71
Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
Conta Corrente: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51
ONG Viva Rio
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
Conta Corrente: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28
Care Internacional Brasil
Banco: ABN Amro Real
Agência: 0373
Conta corrente: 5756365-0
CNPJ: 04180646/0001-59
É o único movimento que o Universo espera de nós.
E devemos sempre doar o quanto pudermos, não é importante a quantia e, sim, a quantidade de vezes que doamos.
Nunca pense que o que vc pode fazer é pouco. Pode ser que seja tudo o que falta.
Para realizar doações para o Haiti:
Amma
(doação com cartão de crédito e garantia de seriedade)
https://www.amma.org/donationsapp/donationInit.do
Embaixada do Haiti no Brasil
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
Conta Corrente: 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71
Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
Conta Corrente: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51
ONG Viva Rio
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
Conta Corrente: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28
Care Internacional Brasil
Banco: ABN Amro Real
Agência: 0373
Conta corrente: 5756365-0
CNPJ: 04180646/0001-59
sábado, 26 de dezembro de 2009
Avraham Abulafia
Este maravilhoso vídeo mostra um dos maiores especialistas em Avraham Abuláfia, Moshe Idel, falando sobre o método e os conceitos que este revolucionário místico consolidou no séc. XIII.
Infelizmente, não tem legendas, está em inglês.
Basicamente, o método abulafiano une 2 correntes até então antagônicas: a doutrina filosófica de Maimônides - que implica basicamente no autorefinamento constante e no desenvolvimento de virtudes intelectuais (mitzvot) e emocionais (midot) - e a experiência mística de Eleazar de Worms - que implica na utilização de nomes e letras sagradas que, ao serem permutados, alteram a nossa consciência desconstruindo os conceitos e a nossa visão de mundo, para que possamos nos abrir para todas as possibilidades e reconstruir a realidade a todo e qualquer momento.
Basicamente, o Baal Shem Tov se refere a isto em dois momentos:
- "Transformar ou morrer!"
- "(...) e todo homem deve crer que ele renasce a cada dia."
Infelizmente, não tem legendas, está em inglês.
Basicamente, o método abulafiano une 2 correntes até então antagônicas: a doutrina filosófica de Maimônides - que implica basicamente no autorefinamento constante e no desenvolvimento de virtudes intelectuais (mitzvot) e emocionais (midot) - e a experiência mística de Eleazar de Worms - que implica na utilização de nomes e letras sagradas que, ao serem permutados, alteram a nossa consciência desconstruindo os conceitos e a nossa visão de mundo, para que possamos nos abrir para todas as possibilidades e reconstruir a realidade a todo e qualquer momento.
Basicamente, o Baal Shem Tov se refere a isto em dois momentos:
- "Transformar ou morrer!"
- "(...) e todo homem deve crer que ele renasce a cada dia."
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